Valdivino Sousa fala sobre o resultado em 39 anos Internacional de Matemática da Olimpíada

 

Segundo o Matemático e Pedagogo Valdivino Sousa, o resultado conquistado deixa o Brasil a frente de Três país de renome do conhecimento matemático como Japão, França e Alemanha.
Segundo o Matemático e Pedagogo Valdivino Sousa, o resultado conquistado deixa o Brasil a frente de Três país de renome do conhecimento matemático como Japão, França e Alemanha.

Por outro lado em função do Brasil não está valorizando a pesquisa científica mesmo com com o resultado do Brasil ficar à frente de Japão, França, Canadá e Alemanha. O Coordenador do time brasileiro lamenta a possível "fuga de cérebros" dos 6 jovens.

O Brasil ficou em 10º lugar na Olimpíada Internacional de Matemática, a maior competição entre estudantes de 14 a 19 anos do ensino médio. Este é o melhor resultado já conquistado desde que o Brasil participa do torneio, há 39 anos. A competição foi criada em 1959. Nesta edição, 105 países disputaram as provas.

Ao todo, a equipe brasileira somou 165 pontos, com uma medalha de ouro e cinco de prata. Com o resultado, ficou à frente de países como Japão, França, Canadá e Alemanha.

Top 10 na Olimpíada Internacional de Matemática 2020

1 China

2 Rússia

3 Estados Unidos

4 Coreia do Sul

5 Tailândia

6 Itália

6 Polônia

8 Austrália

9 Reino Unido

10 Brasil

Fonte: Olimpíada Internacional de Matemática

Os estudantes que conquistaram as medalhas são:

Pedro Gomes Cabral, de Fortaleza (CE) - Ouro

Bernardo Peruzzo Trevizan, de São Paulo (SP) - Prata

Francisco Moreira Machado Neto, de Fortaleza (CE) - Prata

Gabriel Ribeiro Paiva, de Fortaleza (CE) - Prata

Guilherme Zeus Dantas e Moura, de Maricá (RJ) - Prata

Pablo Andrade Carvalho Barros, de Teresina (PI) - Prata

Para chegar à etapa internacional, antes eles conquistaram medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Depois, passaram por três testes seletivos e treinamento. Eles foram liderados por Carlos Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e coordenador-geral da OBM, e Matheus Secco, da Academia de Ciências Tcheca. 

Segundo o Matemático e Pedagogo Valdivino Sousa, o resultado conquistado deixa o Brasil a frente de Três país de renome do conhecimento matemático como Japão, França e Alemanha.  Por outro lado em função do Brasil não está valorizando a pesquisa científica mesmo com com o resultado do Brasil ficar à frente de Japão, França, Canadá e Alemanha. O Coordenador do time brasileiro lamenta a possível "fuga de cérebros" dos 6 jovens.

"Eles são resultado de um processo de seleção muito disputado e rigoroso, aberto para todas as escolas do país", afirma Carlos Moreira. "Com essas medalhas, provavelmente conseguirão bolsas de estudos nas melhores universidades e terão ótimas perspectivas de carreira em várias áreas."

Fuga de cérebros

Ele lamenta a possível "fuga de cérebros" destes jovens, já que há pouca perspectiva de trabalho para eles no Brasil após a graduação. Moreira cita que há pesquisa científica de alta qualidade no Brasil, inclusive em Matemática, com ótimos cursos de graduação e pós-graduação em áreas diversas. Mas, as perspectivas para os jovens são "incertas e obscuras".

"O Brasil está no grupo dos países mais desenvolvidos em pesquisa em Matemática - o grupo 5 do IMU, segundo a União Internacional de Matemática. Portanto, os alunos premiados poderiam seguir uma carreira brilhante no Brasil. Mas o governo está cortando bolsas de pós-graduação e posições nas universidades, o que torna incertas e obscuras as perspectivas de futuro desses jovens e do país", avalia.

Resultados tão positivos em matemática não são realidade de toda a população. Dados da mais recente edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) colocam o Brasil entre os últimos 10 colocados na prova de matemática.

A competição estava prevista para ocorrer em São Petersburgo, na Rússia, mas por causa da pandemia, os estudantes fizeram as provas sem sair do país. No Brasil, os testes foram aplicados em 21 e 22 de setembro na Universidade Federal do Ceará (UFC) e no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro.


Fonte: G1

 

 Tags:

 Japão


             

Sobre o Autor

Valdivino Sousa é Professor, Matemático, Pedagogo, Contador, Bacharel em Direito, Psicanalista e Escritor. Criador do método X Y Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Autor de mais de 15  livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Equações Diferenciais Parciais, Matemática Computacional e Engenharia Didática, atuando principalmente nos seguintes temas: métodos numéricos, equações diferenciais, modelagem, simulações e  didática no ensino de Matemática. Além da Matemática atua há mais de 20 anos em Contabilidade e desde 2005 é Contador responsável da Alves Contabilidade. Outras atividades: Produtor de Conteúdo, Cientista de dados e Colunista Mtb 60.448. Semanalmente escreve para o portal D.Dez, Já Publiquei e Folha Online. Sobre: Comportamento, Educação Matemática e Desenvolvimento da Aprendizagem. E-mail: valdivinosousa.mat@gmail.com Whatsap: 11 – –9.9608-3728 Veja Biografia

   

COMPARTILHE
Postagem Anterior


Blogs e colunas