Velhice gay: a homossexualidade na terceira idade


Velhice gay: a  homossexualidade na terceira idade
Caro leitor, hoje eu inicio um ciclo de textos para a reflexão sobre os problemas da homossexualidade na terceira idade, bem como algumas soluções muitas vezes simples e que estão ao alcance de todos.
Envelhecer não é nada legal do ponto de vista dos pessimistas, mas quem chega aos sessenta anos percebe rapidamente a complexidade das questões sociais e sexuais do último terço da vida.

Os gays na maturidade tem a percepção de que terminarão a vida sozinhos, doentes, sem amparo, amigos, companheiros, familiares, colegas de trabalho ou vizinhos. Isso tudo pode até ser realidade, mas cada um tem o controle da sua vida e pode criar mecanismos para evitar o isolamento social.
Muitos se questionam se valeu a pena os sacrifícios desde a juventude para na velhice viverem como zumbis.

Esses questionamentos levam você para dentro de um buraco negro que suga toda a sua energia, seus sonhos e suas alegrias. Muitos não veem sentido na vida, não encontram razões que expliquem a velhice como uma coisa boa.
Vale lembrar que durante mais de 40 anos você viveu intensamente, curtiu corpos masculinos, transou freneticamente como se a vida terminasse amanhã. Ganhou dinheiro, foi para as saunas, as baladas, comprou casa, trocou de carro, viajou e conheceu o mundo, além de coisas que turbinaram sua vida, como drogas, álcool e muito sexo, trocou de parceiro como quem troca de roupas. Enfim, viveu a plenitude de um ser humano.
Mas a vida é pródiga e graças à complexidade das moléculas de carbono você ainda está vivo após um processo lento de envelhecimento. É relevante citar os fatores genéticos como parceiro nesta jornada louca da vida. Poucos conquistam tudo e a maioria não conquista quase nada. A vida é feita de conquistas!
Aqui os valores materiais não tem o peso na sua vida. Ricos, pobres ou classe média estão no mesmo balaio. As ideologias ficaram pelo caminho, assim como os seus entes queridos.
Todos os problemas inerentes à terceira idade valem para gays ou heterossexuais mas também existem coisas boas, porque quando se fala em envelhecimento sempre associamos a problemas e nunca a soluções.
Problemas todos nós temos, seja a falta de dinheiro para completar o pagamento das despesas mensais, ou a falta de pessoas no nosso cotidiano. O que é mais importante: O dinheiro ou as pessoas?

Existe uma gama de coisas para fazer na velhice, desde a mais simples como ligar o rádio e ouvir uma música ou abrir um livro e viajar por histórias fantásticas. Essas são algumas soluções.
O importante é ocupar a mente pois ela coordena o nosso corpo e equilibra a nossa vida. Cada dia é um novo despertar para experiências diferentes e novas sensações e nem sempre damos a devida importância às coisas mais simples. A percepção tende a ser mais acentuada na velhice, porque parece que tudo passa mais lento e temos a oportunidade de apreciar as cenas do cotidiano nos detalhes.

Cedo ou tarde as doenças físicas ou mentais aparecerão e isso é envelhecer. A mente não envelhece e este é o segredo!

Para os gays idosos, socializar é uma missão difícil e com as novas tecnologias a complexidade para se relacionar é evidente, porque não estão acostumados a escrever textos em aplicativos de mensagem porque essa forma de contato não existia no passado.

Obviamente, os gays idosos também interagem nas redes sociais, mas é a minoria, ou seja, aqueles que se adaptaram às inovações. Por mais que pareça simples muitos tem dificuldades para assimilar tantos comandos e aplicativos.

Não é regra mas os idosos se acomodam nas suas vivências e nos seus conceitos morais e assimilam a homossexualidade como algo errado. Então permanecem no armário e sem perspectivas de fazer novos amigos ou amantes e quando encontram um parceiro se apegam pela oportunidade de se sentirem vivos!
A monogamia dos gays idosos se dá mais pela segurança, pois muitos passam a maior parte da velhice sozinhos e aqueles que possuem atributos físicos e financeiros sairão vencedores numa disputa invisível por aceitação.

É preciso encarar a velhice e não fugir dela, vivenciar as experiências próprias desta fase da vida com alegria e que se danem as opiniões porque já não importa os comentários maldosos.
Cada um precisa descobrir os seus pontos positivos porque na velhice todos apontam para as negatividades. Faça amigos por afinidades e evite o confinamento porque a vida está la fora e o tempo não espera ninguém.

Seja você mesmo, cada ser humano é único, apenas se adapte ao presente e deixe de viver de reminiscências. 😎

 Fonte: Grisalhos              

Sobre o Autor

Valdivino Sousa é Professor,  Matemático, Pedagogo, Contador, Bacharel em Direito, Psicanalista e Escritor. Criador do método X Y Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Docente nos cursos de Matemática, Ciências Contábeis, Administração e Engenharia. Autor de mais de 15  livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais especializados.  Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Equações Diferenciais Parciais, Matemática Computacional e Engenharia Didática, atuando principalmente nos seguintes temas: métodos numéricos, equações diferenciais, modelagem, simulações e  didática no ensino de Matemática. Além da Matemática atua há mais de 20 anos em Contabilidade e desde 2005 é Contador responsável da Alves Contabilidade. Outras atividades: Programador Web, Estrategista de Conteúdo e mídias digitais, Jornalista Mtb 60.448. Semanalmente escreve para o portal D.Dez, Jornal da Cidade e Folha Online. Sobre: Comportamento, Educação Matemática e Desenvolvimento da Aprendizagem. E-Mail: valdivinosousa.mat@gmail.com Whatsap: 11 – 9.9608-3728 Veja Biografia

   

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