Educação estadual: ao Governo cabe o gesto (por Sofia Cavedon)


Educação estadual: ao Governo cabe o gesto (por Sofia Cavedon)
A educação tem rostos, sorrisos, braços e lágrimas, custos, compromissos, fome, cansaço… É feita de gente, essencialmente. Então é feita de sonhos e coragem, de histórias, laços, famílias. Multipliquem ao milhar os efeitos de uma rede de educação com salários  parcelados e congelados com a greve subtraídos, com a imposição de novos critérios para aposentadoria, e terão a dimensão do impacto na vida do povo gaúcho. Agora quadrupliquem pelo número de estudantes que cada profissional atende, suas vidas e suas famílias, que há mais de mês tiveram suas aulas interrompidas e que já vêm  de espaços físicos e alimentação inadequados, falta de bibliotecas e de condições de aprendizagem.


Mas parece que o governo da ocasião não entende que governa para as gentes e que deveria governar com elas. Elas que lhe delegaram poder, mas que são as verdadeiras donas do poder, segundo prevê a Constituição.

A falta de diálogo é  consequência de falta de projeto para o Estado que considere a educação como área estratégica. O Governador quer reduzir custo e fala em entregar para a iniciativa privada a produção do conhecimento e a construção das e dos sujeitos, da tecnologia e da cultura que a educação engendra. Não lhe diz respeito. Mas a nós e a nosso destino comum diz. E não vamos permitir a destruição do nosso presente e o dos mais de 800 mil estudantes e dos 160 mil trabalhadores e trabalhadoras ativos/as e aposentados/as da educação pública estadual.
É assim que à frente da Comissão de Educação e na parceria com os deputados e as deputadas abrimos muito espaço para a voz dos e das estudantes, das professoras e escolas, das universidades e institutos.

Compromissada com a verdade de quem ama a educação e a deseja  prioridade absoluta, não aceito que nem antes nem depois da votação do projeto tenha havido diálogo com a categoria que luta por ela! Estamos em janeiro e o ano letivo não recomeçou pela intransigência desse governo.  As/os estudantes, seus pais e mães têm dos profissionais a absoluta disposição e compromisso de dar as aulas e concluir o ano, mesmo doídos e derrotados no parlamento. Ao governo, vitorioso em seu intento, cabe o gesto mínimo de criar as condições!

Injusto e violento é seguir penalizando ainda mais estudantes, funcionários/as de escola, famílias, professoras e professores.




             

Sobre o Autor

Valdivino Sousa é Professor,  Matemático, Pedagogo, Contador, Bacharel em Direito, Mestrado em Ciências da Educação Matemática e Escritor. Criador do método X Y Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Docente nos cursos de Matemática, Ciências Contábeis, Administração e Engenharia. Autor de mais de 15  livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais especializados.  Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Equações Diferenciais Parciais, Matemática Computacional e Engenharia Didática, atuando principalmente nos seguintes temas: métodos numéricos, equações diferenciais, modelagem, simulações e  didática no ensino de Matemática. Além da Matemática atua há mais de 20 anos em Contabilidade e desde 2005 é Contador responsável da Alves Contabilidade. Outras atividades: Programador Web, Estrategista de Conteúdo e mídias digitais, Blogueiro Mtb 60.448. Semanalmente escreve para o portal D.Dez, Jornal da Cidade e Folha Online. Sobre: Comportamento, Educação Matemática e Desenvolvimento da Aprendizagem. E-Mail: valdivinosousa.mat@gmail.com Whatsap: 11 – 9.9608-3728 Veja Biografia

   

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