EBC - Empresa Brasil de Comunicação, na Mira da Extinção




A Empresa Brasil de Comunicação, EBC, é composta dos seguintes veículos de comunicação:

TV Brasil (TV Pública)
TV NBR (TV do Governo Federal)
Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Rádio MEC do Rio de Janeiro
Rádio Nacional de Brasília
Rádio Nacional da Amazônia
Rádio Nacional do Alto Solimões
Radioagência Nacional
A Voz do Brasil
Agência Brasil


A EBC, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, também é responsável por difundir todas as atividades do Governo Federal.
A Empresa Brasil de Comunicação, EBC, foi criada em 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e incorporou a Radiobrás, Empresa Brasileira de Comunicação, antiga emissora do Governo.

Ao contrário dos veículos de comunicação privados, com intuito publicitário, de mercado e de lucro, a EBC tem proposta educativa, com foco no cidadão.

De quatro em quatro ano, a EBC, Empresa Brasil de Comunicação, também gera a posse do Presidente da República, que é transmitida em pool por várias emissoras do Brasil e do mundo. É responsável também pela distribuição de imagens do Presidente da República em viagens internacionais e eventos nacionais.

Por isso, creio que o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, não deve extinguir a EBC, pois a maioria dos países democráticos têm uma emissora do Governo. Inglaterra, Espanha, França, Itália, Portugal, Alemanha, inclusive Estados Unidos e Canadá, têm excelentes TV’s Públicas.

Ademais, a EBC, como empresa de comunicação pública, tem papel importante na educação e na formação da cidadania, além de estar sintonizada com os preceitos democráticos e constitucionais, construindo uma identidade cidadã e ajudando significadamente na criação de uma sociedade inclusiva.

Para tanto, defende, com responsabilidade social, a pluralidade de informação com qualidade, o jornalismo sério, ético e imparcial, a diversidade cultural, produzindo e difundindo uma programação educativa, artística, científica, de cidadania e de recreação.
Assim, revela-se única ao oferecer uma programação diferenciada dos demais veículos de comunicação privados, que estão preocupados, sobretudo, com a audiência, privilegiando o lucro e os interesses individuais, em detrimento da qualidade e do conteúdo da programação.

Como comunicação pública, a permanência da EBC é fundamental também para que seja cumprido o Art. 223, que trata do princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal, que determina o equilíbrio entre os meios de comunicação, para evitar distorções no processo de informação.

Dessa forma, pressuponho que o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, que sempre reafirma o seu compromisso em cumprir a Constituição Federal, que acaba de completar 30 anos, não deverá extinguir a EBC e nem privatizá-la, pois é o único veículo de comunicação federal que atente também aos princípios do Art. 221 da Constituição de 88, que trata o Capítulo V da Comunicação Social.

Desse modo, tendo como núcleo a defesa dos direitos humanos, o exercício da cidadania, a valorização das pessoas, e a diversidade cultural brasileira, a EBC é de suma importância para a sociedade. Um ótimo exemplo e que deve ser seguido, é a Rádio Nacional da Amazônia, pertencente à EBC, e fundamental para região.

Índios, quilombolas, moradores de áreas rural, fronteiriças e ribeirinhos na Amazônia, onde é difícil o acesso aos locais e à comunicação, contam somente com o trabalho da Rádio Nacional da Amazônia, que consegue levar informação e serviços, e atualidades do cenário nacional.

No ar há 41 anos, a Rádio Nacional da Amazônia atua na prestação de utilidade pública, como educação, campanhas de vacinação, informações sobre saúde e outros assuntos de interesse da população, fazendo um elo entre as comunidades com os recados dos moradores e divulgação da cultura regional, dentre outros ofícios.
A Rádio Nacional da Amazônia, uma interlocutora importante para várias regiões do país, atinge, potencialmente, 60 milhões de habitantes, com um sinal que chega em toda região norte, além do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e outros estados.

Enfim, a EBC age pensando sempre no cidadão, e com espírito público, desenvolvendo e difundindo conteúdos que contribuam para a formação crítica da população. Além de estar preocupada em estabelecer, manter e levar aos telespectadores princípios éticos e sociais, que são ignorados pela maioria das emissoras privadas, contribuindo ainda para à conscientização dos brasileiros quanto ao seu relevante papel social.

Nesse sentido, a continuidade da EBC é essencial para a formação da identidade cultural da Nação, bem como no fortalecimento da TV pública e no exercício da cidadania.

Texto: Roseni Carvalho
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