Dp e Dr: A síndrome que tirou jornalista do ar na Globo


 (Reprodução @Izabellacamargoreal/Instagram)

Esgotamento físico e mental, incapacidade e pensamentos suicidas são alguns dos indícios apresentados por pessoas que vivem com Burnout, entres outros sintomas engloba a Desrealização e Despersonalização que é um sentimento de irrealidade das coisas em volta de si.
 A jornalista Izabella Camargo, que apresenta a previsão do tempo na Globo, revelou que sofre da Síndrome de Burnout, um transtorno caracterizado por um estresse excessivo, que dificulta a realização de questões do dia a dia de modo eficiente, entre os sintomas estão a sensação de irrealidade que é a DP e DR - Desrealização e Despersonalização. O burnout é produto de um mix de fatores pessoais, profissionais e sociais.

Izabella Camargo foi demitida pela Globo após retornar de licença médica por do estresse profissional e com síndrome de burnout, que é o desgaste emocional que danifica aspectos físicos e psíquicos da pessoa, reduzindo a naturalidade e a velocidade com que ela realiza suas tarefas, entres outros sintomas engloba a Desrealização e Despersonalização que um sentimento de irrealidade.

A apresentadora Izabella Camargo, 37 anos, foi demitida na última segunda-feira (5) pela diretora de Jornalismo da Globo em São Paulo. Ela retornava de licença médica por ter desenvolvido a síndrome de burnout, doença que é considerada o ponto máximo do estresse profissional.
“Estou sendo punida por ter ficado doente, com uma doença funcional, e os laudos provam isso. Foi um susto. Esperava qualquer coisa, menos ser demitida”, disse Izabella com exclusividade ao Notícias da TV, do UOL.


A síndrome de burnout (do inglês burn, queima; e out, exterior) é o desgaste emocional que danifica aspectos físicos e psíquicos da pessoa, reduzindo a naturalidade e a velocidade com que ela realiza suas tarefas.
Os sintomas são fadiga, cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, irritabilidade, alterações de humor e de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite, depressão e perda de iniciativa. Nos casos mais graves, pode levar ao consumo de álcool e drogas e até ao suicídio. O que mais incomoda é a sensação de irrealidade, perda de memória e viver como se estivesse desligada das coisas em volta de si, pois a Desrealização e Despersonalização são sintomas causados por estresse excessivo, luto, uso de drogas, depressão, ansiedade generalizada entre outros casos.

Izabella diz que pediu a seus chefes na Globo, aconselhada por seus médicos, para que pudesse fazer “trocas intertemporais”, ou seja, mudar de turno durante alguns meses, como forma de amenizar os efeitos da síndrome, mas não foi atendida.
Izabella chegava na Globo às 3h da madrugada. Fazia quatro entradas no jornal de Monalisa Perrone enquanto se preparava para a GloboNews, na qual ficava até 20 minutos no ar falando de metereologia sem parar. Depois, entrava no Bom Dia Brasil.

Foi na fase de pilotos para o novo H1 e para o Em Ponto que o quadro de Izabella piorou. “Comecei a sentir taquicardia, a ter crises de choro, crises nervosas, sintomas de esgotamento”, conta. O auge foi em 14 de agosto. Ela teve um apagão em pleno ar, enquanto interagia com José Roberto Burnier, âncora do Em Ponto, que a levou a ser afastada.

No mesmo dia, seu médico a diagnosticou com risco de convulsões e a mandou tirar licença para descansar e, assim, tratar da síndrome de burnout.
Izabella ficou chocada com a sua demissão, mas, após algumas horas, passou a entender que, na lógica de uma empresa, ela foi como uma peça que deu problema e teve de ser trocada.

Procurada, a Globo emitiu a seguinte nota:
“O motivo pelo qual deixou de trabalhar na TV Globo não guarda nenhuma relação com a licença médica que tirou, mas a emissora não trata em público de suas relações com funcionários ou ex-funcionários. A Globo é reconhecida por todos como uma empresa que zela por seus funcionários, dando todo o apoio possível. Como já dissemos antes, a Globo agradece à Isabela pelos anos de convivência, dedicação e profissionalismo.”
Entre as causas individuais da síndrome destacam-se o perfeccionismo e o idealismo em relação à profissão, com uma cobrança além dos limites. Esgotamento físico e mental, sentimento de incapacidade e pensamentos suicidas são alguns dos indícios apresentados por pessoas que tem a síndrome.

O burnout acomete profissionais de diferentes áreas, os mais afetados são enfermeiros,  professores, policiais, bombeiros, carcereiros, atendentes de telemarketing, bancários e jornalistas. Estima-se que cerca de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofram com o doença, segundo dados da International Stress Management Association (Isma).

Três características marcam a doença: A primeira é a exaustão, citada por 97% das brasileiras na pesquisa do Isma. “A sensação é de estar no vermelho, sem recursos físicos e emocionais”, diz a psicologa Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR. Há fraqueza, dores musculares e de cabeça, náuseas, alergias, queda de cabelo, distúrbios do sono, maior suscetibilidade a gripes e diminuição do desejo sexual.

A segunda característica liga-se à despersonalização e distanciamento afetivo. O profissional passa a ter contato frio e irônico com os receptores do seu trabalho e torna-se uma presença negativista. A terceira refere-se mais à produtividade, com baixo grau de satisfação pessoal. A pessoa produz pouco e acha que isso não tem valor.

Esse mal é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e pelas leis brasileiras como doença ocupacional. Por isso, admite-se o afastamento para tratar a síndrome. No entanto, o problema está na dificuldade do diagnostico, já que muitas vezes o burnout é confundido com depressão.

 

 

 

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